
A Crytek, produtora de Crysis 2, já havia condenado o uso do Online Pass da Electronic Arts em seu jogo, alegando que não há um retorno significativo em cobrar 10 dólares para um segundo dono do game jogar o modo online. Entretanto, provavelmente devido ao vazamento de Crysis 2 no mês passado, ela começou a cogitar o uso de DRM.
Durante uma entrevista, o Produtor Executivo Nathan Camarillo comentou que não tem nada que eles possam fazer, e que a ação de alguns indivíduos trarão essa inconveniência. Ele ainda disse que nem dá para o jogador honesto que comprou o jogo perceber que há uma proteção rodando, e que só no futuro eles decidirão como ela funcionará.
As DRMs são usadas há muito tempo para proteger um game da pirataria, basicamente colocando um sistema que impeça que ele seja instalado ou jogado sem um número de serial ou algo parecido (lembrem-se de The Sims). Mas também há tempos os DRMs só não passam de um passatempo para os hackers mais experientes brincarem de resolver.

A THQ entrou na lista das distribuidoras e desenvolvedoras odiadas pelo público que troca ou revende seus jogos após ficar satisfeito deles por causa do Online Pass, aquele passe de 10 dólares que só com ele uma pessoa pode acessar o conteúdo online de um jogo. Mas, em uma recente entrevista, o CEO da empresa Brian Farrel informou que eles não querem que o mercado de jogos usados desapareça.
Na verdade a intenção de aplicar o Online Pass não é de desestimular as trocas, mas sim de que a empresa ganhe alguma coisa pela troca. Parafraseando o CEO, “O mais importante é que temos de participar na cadeia de valores dos jogos usados”. É uma frase um pouco polêmica, principalmente para nós brasileiros que gastamos 200 reais com um jogo e, com um sistema de Online Pass, fica mais difícil recuperar um pouco desse valor, seja por venda ou troca.
Outra coisa que Farrel comentou na entrevista foi sobre deixar os seus jogos mais rentáveis para prendê-los ao primeiro comprador, lançando DLCs gratuitos e tributados e dando aos jogadores um online de qualidade. “Parte disso (usar online passes) é monetária, mas a grande vitória seria manter nossos jogadores entretidos com DLC e jogabilidade online robusta, e isso mantém o disco nas mãos do primeiro comprador”.
Via | Dtoid

Depois de certa polêmica que envolveu o sistema de Online Pass em jogos da EA, para jogos usados, os produtores de Crysis 2 não pensam em incluir o sistema em seu novo jogo, de acordo com o chefe do setor financeiro da EA Eric Brown.
A informação também foi confirmada pela Crytek, em um evento realizado em Nova York, o que é uma boa notícia para os jogadores que pensam em comprar o jogo, e num futuro repassá-los para outras pessoas, onde elas não precisarão pagar uma taxa para liberação do acesso multiplayer.
Os motivos para a desistência do sistema em Crysis 2 foram simples e agradáveis diretas: Não houve um retorno significativo do novo sistema de passes online, cujos objetivos eram de desencorajar e monetizar o comércio de jogos de segunda-mão, além de fornecer mais recursos financeiros para a manutenção dos servidores online.